"deixa acontecer"
Juntos somos a consciência que transmuta os tempos.
Qualquer coincidência com o tempo linear é mera semelhança.
Qualquer coincidência com o tempo linear é mera semelhança.
Aqui todos os dias é "o dia fora do tempo".
Agora celebramos o solstício e o equinócio sem negócio.
O texto, por ser maioritariamente feito de vazio, pode conter tudo.
O texto metaforAmorfosea-nos a hélix.
Grata!
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terça-feira, 6 de janeiro de 2015
domingo, 21 de dezembro de 2014
"NECESSIDADE INTERIOR"
"A “Beleza interior” resulta de uma necessidade interior
imperiosa, de uma renúncia às formas convencionais de Belo. Os profanos
chamam-lhe fealdade. O homem (hoje mais do que nunca) tem uma tendência para as
coisas exteriores, e não consegue reconhecer naturalmente a necessidade
interior. Esta recusa total das formas habituais do “Belo” torna sagrados todos
os processos que permitem manifestar a sua personalidade. O compositor vienense
Arnold Schönberg segue solitário esta via, reconhecido apenas por raros e
entusiastas admiradores.
(...)
Schönberg pressente claramente que a liberdade total, sem a
qual a arte se asfixia, jamais é absoluta. Cada época recebe a sua parte, e o
génio mais poderoso não pode ir além deste limite. Mas esta medida tem de ser
esgotada, de cada vez, e por inteiro, e assim o será sempre. Também Schönberg
se esforça por esgotar esta liberdade, e neste caminho de “beleza interior”, já
descobriu verdadeiras minas da “Nova Beleza”. A sua música faz-nos penetrar num
reino novo, onde as emoções musicais não são apenas auditivas, mas também, e
sobretudo, interiores. Aqui começa a “música do futuro”."
sábado, 20 de dezembro de 2014
"NUNCA É AXIOLOGICAMENTE NEUTRO"
“O facto de as mudanças correntes no nosso sistema de
valores afectar muitas ciências pode parecer surpreendente para quem acredita
numa ciência objectiva, axiologicamente auto-suficiente. Esta é, no entanto,
uma das implicações importantes da nova física. O contributo de Heisenberg para
a teoria quântica, que discuto em detalhe neste livro, implica claramente que a
ideia clássica da objectividade científica não pode continuar a ser mantida, e
do mesmo modo a física moderna desafia o mito duma ciência valorativamente
neutra. Os padrões que os cientistas observam na natureza estão, intimamente,
ligados aos seus modelos mentais, com os seus conceitos, pensamentos e valores.
Consequentemente, os resultados científicos obtidos e as aplicações
tecnológicas investigadas estarão condicionados pela sua estrutura mental.
Apesar de muita da sua pesquisa minuciosa não depender explicitamente do seu
sistema de valores, o grande trabalho de sistematização no qual esta investigação
é levada a cabo nunca é axiologicamente neutro. Os cientistas são, por isso,
intelectual e moralmente responsáveis.”

